Passei um dia diferente...muito emocionada...os nervos estavam à flor da pele...me sentia literalmente flutuando...lembro de cada coisa que fiz neste dia, de cada ligação que recebi, de cada pessoa com quem falei...dos lugares que andei antes de ir em definitivo para a casa da Val.
Na noite anterior, já deixara separado tudo o que iria precisar durante o período que passaria de obrigação...ou seja, os oito primeiros dias....separei roupas de cama, roupas pessoais, itens de higiene pessoal necessários, umas balinhas...enfim, deixei tudo pronto para na sexta-feira, antes de ir para Alvorada, passar em casa e colocar tudo no carro.
Saí de casa para trabalhar, cedo como de costume...e não sabendo ao certo porque, as lágrimas me vinham aos olhos, chorava enquanto dirigia rumo ao trabalho...mas estava muito feliz, muito mesmo, tanto que não saberei transcrever este sentimento em palavras.
Após algumas horinhas de trabalho, uma ligação me fez chorar muito....também de alegria...era o meu Avô Materno, Manoel do Xangô...e sua esposa, Vera de Iansã...me ligaram para me abençoar no momento mais importante da obrigação...chorei de soluçar, pois senti a força e a vibração deles comigo.
Antes de ir em casa pegar as coisas para o período que ficaria fora, fui até a escola do meu baby, para lhe dar um beijo....ficaria sem vê-lo sem saber ao certo por quanto tempo...mais lágrimas...depois disso, vim com a Tia Sivo em casa pegar as coisas...e seguimos até o Bourbon....e depois para Alvorada....ela foi para casa, e eu para o Centro Africano Estrela Guia, minha nova Casa Religiosa.
Penso hoje que as lágrimas eram a representação da presença de minha Rica Mãe Oxum ao meu lado, os meus momentos de força, a presença do meu Pai Xangô.
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